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BR-163: Trecho sob concessão registra queda de 30% nas mortes de motociclistas

Levantamento | 17 de Abril de 2018 as 17h 37min

Os casos de mortes envolvendo motociclistas reduziram 30% no trecho concessionado da BR-163, caindo de 26 registros em 2016 para 18 óbitos em 2017, segundo levantamento realizado pela Rota do Oeste. Apesar da queda na gravidade dos acidentes, as ocorrências com este tipo de veículo ainda chamam atenção por representarem 30% do total registrado no segmento de 850,9 quilômetros, de Itiquira a Sinop, sob responsabilidade da Concessionária.

O número de acidentes envolvendo motocicletas se manteve estável entre os anos, assim como a quantidade de feridos, em média, menos de dois casos por dia nas duas situações. Os dados da Concessionária demonstram ainda que 70% dos acidentes ocorrem nas travessias urbanas, principalmente nas vias marginais. O município de Sinop concentra 37% das ocorrências, seguido de Rondonópolis com 8% e Várzea Grande com 7%.

Esta realidade, de acordo com o diretor de Operações da Rota do Oeste, Fernando Milléo, é reflexo da soma do fluxo de veículos de carga, passeio e motocicletas no mesmo espaço, o que termina comprometendo a segurança. “Outro ponto que contribui para o alto índice de acidentes nas travessias urbanas é o fato de o motociclista desprezar que mesmo passando pela cidade, a BR-163 não deixa de ser uma rodovia. Muitos entendem essa região, equivocadamente, como uma avenida e, de certa forma, ignoram os riscos do intenso fluxo de caminhões e carretas na região”, comenta Milléo.

O superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Aristóteles Cadidé, complementa que o desrespeito às normas de trânsito também contribui para as estatísticas. Nas travessias urbanas, comumente o motociclista faz o uso de acessos irregulares, passa pelo canteiro central e ultrapassa pela direita. O excesso de velocidade e a disputa por espaço também são fatores preocupantes.  “Desde a instituição do Código de Transito Brasileiro, em 1997, várias ações foram incisivas para conscientizar pedestres, motoristas, ciclistas e os motociclistas. Ainda assim, algumas práticas irregulares são frequentes e a PRF atua na conscientização e fiscalização de condutores, reforçando os riscos e as consequências que tais atitudes podem causar”, explica.

Os registros mais recorrentes envolvendo motocicletas são relacionados às quedas, que representam 40% dos casos. Na sequência estão as colisões transversais (24%), choques traseiros (14,5%) e as batidas laterais (12%). Segundo Cadidé, as quedas, na maioria das vezes, ocorrem por imprudência e imperícia dos próprios motociclistas.

As colisões transversais, segundo tipo de acidente mais comum, são resultado do hábito equivocado de ‘cortar’ caminho por meio do uso de acessos irregulares, passagem por cima de canteiros centrais, bem como a desatenção no momento de acessar as vias de maior movimento.

“A orientação da PRF é que o motociclista redobre a atenção nas rodovias, procure usar sempre as vias marginais, onde o tráfego de veículos pesados é menor, bem como siga as leis de trânsito. Na transposição de um lado a outro, que faça com a maior cautela possível. Temos conseguido um aumento no uso dos capacetes, que é um item de segurança, e essa consciência tem que ser ampliada para outros comportamentos, como a redução da velocidade praticada nas rodovias e até mesmo dentro da cidade”, pondera o superintendente da PRF.

Para coibir o excesso de velocidade, a Rota do Oeste está revitalizando os radares existentes ao longo do trecho sob concessão. A medida atende a uma determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os dados serão repassados para a PRF realizar o tratamento e atribuir as penalidades cabíveis.

MT Agora - Assessoria

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